segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Decepção



Não me decepciono aos versos mentirosos,
nem aos beijos sem gosto,
nem aos orgasmos solitários no meu corpo...

Pouco importam, se da tua nudez
protejo a pureza do meu coração
e na insipidez da tua saliva exalto meu sabor.

Decepcionam-me teus gestos insensíveis...

Teus olhares de desprezo ao próximo...


Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
São Paulo, 26 de novembro de 2009 – 1h21

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Adeus

Como se quebrantasse o sortilégio do adeus
seguro-me na ponta d'uma fervente estrela
e vôo ao soluço eterno de saudade alucinada.

Faço-me viva até que me transforme em pó
e ao depois... espalho-me às águas mórbidas
de um negro mar frio suculento de sangue.

Desapareço na linha do horizonte...

Nada e ninguém me encontrará jamais!

Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Rio de Janeiro, 3 de setembro de 2011 - 21h32

quinta-feira, 12 de julho de 2012

A força do sorriso


O sorriso é essência de coração em flor,
encanto de alma bordada em cor,
apanágio da felicidade e do amor...

Sua força transcende a tristeza
e à vida traz leveza,
transbordando-a de grandeza.

O sorriso é luz...

É  força que movimenta o destino.

Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2012 – 13h33

Desejo



Desejo
 
Quisera ser
o azul do olhar faiscante
a beleza do sorriso...
 
Quisera ser
um verso do poema
a rima do coração...
 
Mas, sigo a vida, sozinha...
 
Persistes na minha inspiração.
 Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Rio de Janeiro, 14 de junho de 2010 - 13h 47

Ciganos - Vida e Morte


Ciganos - Vida e Morte

Espíritos e almas livres – olhos enamorados
da distância infinita, que se perde no horizonte...
Almas que dançam ao som das músicas gitanas.

Espíritos e almas livres – todo mal é vencível,
com exceção da morte que lhes arranca gritos de dor...
Dores sufocadas em música e dança sobre os túmulos.

Ao enterrarem os mortos enterram a sua dor na terra.

A mesma terra donde retiram força e entusiasmo pela vida.

Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Rio de Janeiro, 25 de maio de 2012 – 19h54

Poção do amor



Texto


Poção do amor

Com estilete dourado

direciono o sangue das veias
ao caldeirão por rubis cravejado.

Lagartos, escorpiões, mente insana,

aranhas e suas intrincadas teias,
pitadas de malvadez humana...

Ao som de mantras remexo e bebo.


A coruja observa, antevendo o cio.



Rio de Janeiro, 31 de outubro de 2010 – 23h11
Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz

O Eu corrupto




O Eu corrupto

A luz da estrela que oferece caminho
devassa todos os sentimentos
e expõe as vergonhas todas!

A luz da estrela que oferece caminho
escarra ao chão o ouro, o incenso e a mirra
de tantos e tão falsos credos!

Ah! Belchior, Baltasar e Gaspar...

Exorcizem o Herodes de cada dia em nós!
Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Rio de Janeiro, 19 de novembro de 2011 – 13h20

Meu jeito gótico... especial...

Meu jeito gótico... especial...
 

Sou fada e bruxa, onça e passarinho.
Faísco meu olhar na menina dos olhos teus
e desfaço a voz em milagre ou pecado.

Serpente, enlaço-me, a desbravar-te o sexo.
Tua, por essência... sou lume da paixão
e todas as mulheres trago assinaladas... bem mais...

Seivas de mim esparjo.

Fantasias quaisquer... a ti e somente a ti permito...



Rio de Janeiro, 16 novembro 2010 às 20h00.
Reeditado em 30 de outubro de 2011 - 17h45

Adeus em solitude...




Para planarem na palma da mão aberta
ofereço-te meus sonhos injustificados
e adormeço num horizonte sem sentido.

Vago por estradas errantes
  a aspirar rosas vermelhas inodoras.
E, depois... onde, meu fado?...

É de solitude a minha madrugada...

Depois do adeus sou nada.



Rio de Janeiro, 02 de setembro de 2011 - 20h37
Mote: Paulo César – PEAPAZ – Poema sem fim

Compreenda-me, por favor!


Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz

Desamor universal


Rio de Janeiro, 3 de abril de 2011 - 00h08.
Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz

Apelo




Apelo
 Salva-me deste porto seguro
onde meu som silenciou às alvoradas
e os olhos anoiteceram às escusas do Infinito

Salva-me deste porto seguro
de onde clamo socorro pelas brumas da noite
sacudindo as luzes que ainda restam de mim.

As terras que me seguram são infernos.

Leva-me para as nuvens de onde pensarei cair.



Rio de Janeiro, 20 de março de 2011 - 2h40

Meus cabelos aos teus beijos


 
Meus cabelos aos teus beijos

Em volúpia meus cabelos
cascateiam pelos ombros
e desnudam teus apelos.

Fecundam mais vil cobiça
e afrontam teu desvario
por fome que não se atiça.

Seios meus geram teus beijos.

Os meus veios, teus anseios.




Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Rio de Janeiro, 6 de março de 2011 – 3h45

Poema reeditado.

Poema original
  Meus cabelos aos teus beijos 

Em volúpia, meus cabelos
cascateiam nos teus ombros,
todos os sonhos desnudam,
fecundam toda a cobiça.
E, no vai-e-vem desta luta,
meus seios geram teus beijos
e os meus veios, teus anseios.


Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Cabo Frio, 5 de setembro de 2009 – 19h17

Primoroso amor



Primoroso amor

 
Suspira juras, anseia beijos,
percorre do meu corpo as lombadas
e busca em mim somente as alvoradas.
 
Respira vida, anseia beijos,
amor que abriga sonho e fantasia,
ao dia e noite adentro é poesia.
 
Suspira juras, anseia beijos.
 
Ao dia e noite adentro é poesia.
 
 
Rio de Janeiro, 12 de janeiro de 2011 - 01h22

Caminhos



Caminhos


Belos ou feios
fáceis ou difíceis
mágicos ou vampirescos

Curtos ou longos
afáveis ou perigosos
sempre - tudo ou nada!

Caminhos... sempre os caminhos...

Sem eles, para onde ir?




Cabo Frio, 13 agosto 2009 – 3h45
Reformulado em Rio de Janeiro, 18 de janeiro de 2011

Ama a Lua, quando a Lua_mar



Ama a Lua, quando a Lua_mar
Aceito teu amor, a oferecer-te o meu
e na quietude-estrondo dos prazeres,
imploro por teu corpo - minha perdição.

Aceito teu calor, a oferecer-me brisa,

recebo-te dourado ao som da minha prata,
sou Lua e em mim és Sol - provocas-me emoção.

Aos giros do teu corpo, envolvo-te aos meus véus.


Seduzo-te em domínio e vens comigo aos céus.





Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Rio de Janeiro, 15 de dezembro de 2010 – 10h15

sábado, 24 de julho de 2010

Virtude teologal ao desatino



Vítima inconteste de tradição perdida,
sou romântica ativa que busca no vazio do nada
a perfeição inútil do reencantamento do Mundo.

Ao vislumbrar Narciso crucificado à doçura do vento,
a espelhar vaidade sob o açoite fatal de versos forjados,
choro à subjetividade oceânica desse cavo sentir.

Ego ideal arquétipo – origem sem fundamento?

Instância aberta à alteridade – ou sou mulher ou anjo!


Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Rio de Janeiro, 24 de julho de 2010 – 5h28.

Visão beatífica da perdição femínea



Vasto acervo da estupidez humana,
Vertes sêmen nesta garganta inglória -
Vômito de inatos desejos corrompidos.

Vitimizada pelas ordenanças do céu
Vingo e medro por entranhas estranhas,
Vago santa e giro nua em prostituta fé.

Vestal – sorrio engalanada de Lua!

Vadia - entrego-me às carícias do Sol!


Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz.
Rio de Janeiro, 24 de julho de 2010 – 3h06.

Sagrada clausura



Pranteio às algemas dos versos
que me prendem livre
para livre atar-me aos teus beijos.

Soluço às correntes dos delírios
que me desejam pura
e pura envergo-me ao teu corpo.

Beijo-te os pés numa súplica de amor.

Sacias-me de quatro à tua paixão.


Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz.
Rio de Janeiro, 12 de junho de 2010 – 4h09.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A despetalar meu sonho



A despetalar meu sonho

Em pétala por pétala rasgo a esperança
do soberbo desígnio de ansiar-te na lua
e num vai e vem minh’alma louca dança...

Se não posso ser nada além do que ser tua
ao furor delinquente de um sonho qualquer,
neste instante busco-te em minh’alma mulher...

Bem-me-quer... mal-me-quer...

Bem-me-quer... mal-me-quer...


Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Cabo Frio, 7 de julho de 2009 – 2h04